VVVVVV>&&&&&%gt;gt;>>>>>>>>>>>>>>>>>"Ver e ouvir são sentidos nobres; aristocracia é nunca tocar."

&&&&&&>>>>>>>>>"A memória guardará o que valer a pena: ela nos conhece bem e não perde o que merece ser salvo."


%%%%%%%%%%%%%%"Escrevo tudo o que o meu inconsciente exala
e clama; penso depois para justificar o que foi escrito"


&&&&&&&&&&&&&&;>>gt;>>>>>>>
"
A fotografia não é o que você vê, é o que você carrega dentro si."


&
;>&&&&&>>>>>>>>>>>>>>>>&gt
"Resolvi não exigir dos outros senão o mínimo: é uma forma de paz..."

&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&"Aqui ergo um faustoso monumento ao meu tédio"


&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&"A inveja morde, mas não come."


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Roystoneas - Diferença entre Palmeira Imperial e Real - Botânica





Acima, a serena imagem de N. Sª. da Glória, hoje emoldurada
 pela grandeza das mais que centenárias palmeiras imperiais
 plantadas por Glaziou, em 1875, no Largo do
Machado, na imperial cidade do Rio de
 Janeiro, naquele tempo, a
portentosa capital
 do país.

Começo pela Nossa Senhora da Glória cercada de palmeiras imperiais.
Sendo um monumento religioso bem mais moderno, está inserido num
cenário paisagístico de um Brasil do Séc. XIX. Ainda um  menino,
 passando pelo local, notava a altura e a beleza das palmeiras, 
escrevo visando que os leitores também possam  perceber
 a singular nobreza dessa espécie vegetal sem igual:
uma verdadeira elegância entre as
palmeiras.de maior porte.



"A palmeira estremece,
palmas pra ela
que ela merece."

 Paulo Leminski



Na foto acima, a prontamente visível diferenciação
 entre os portes e folhagens da palmeira real
cubana e a clássica palmeira imperial.



Palmeiras reais cubanas são muito diferentes
 da imperial verdadeira e da palmeira real
 porto-riquenha ou palmeira
 "coca-cola".




" Dois leões em cada pardo, 
dois saltos em cada pulo, 
eu que via apenas a
metade, silêncio,
 está tudo
 duplo"


Paulo Leminski



Magnífica alameda de palmeiras imperiais no
Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Acima a famosa Palma-Mater, o primeiro exemplar da
espécie plantado no país, no Jardim Botânico do Rio
 de Janeiro, em 1809, pelo próprio Rei D. João VI.
Faleceu fulminada por um raio certeiro em 1972,
media 38,70 m de altura e montava uma
existência de 163 anos, foram feitos
esforços para salvá-la, mas foi
tudo em vão. Em seu lugar,
protegida  numa cerca de
 bronze, está plantada
 uma  filha  de
semente.

A Palma-Filia

O termo Mater significa "mãe" em latim, este indivíduo foi
 provavelmente a origem de todas as outras palmeiras
 imperiais em território nacional, tendo sido desde
então o vegetal mais famoso da História do
Brasil e um verdadeiro símbolo
 monárquico nacional.

Quando era apenas mais um rapazinho universitário,
 visitava o Jardim Botânico com muita frequência,
não entendia porque aquele lugar exercia um
fascínio tão grande sobre minha alma. Hoje
entendo trata-se de algo talvez carmático,
posto que esta é a mais visitada
postagem do Blog, o assunto
passa por aqui, e muita
gente vê neste texto
o mesmo valor que
 os meus olhos
enxergam.

Fico muito
feliz !
 


Para acessar a 
PARTE I - HISTÓRICO DA
 PALMEIRA IMPERIAL 
NO BRASIL
  
CLICK AQUI
  
 
Acima duas imagens do início da disseminação do plantio da Palmeira Imperial
 no Brasil, no Jardim Botânico e no Largo do Machado no Rio de Janeiro, 
são estas as duas imagens mais antigas conhecidas sobre o tema.




Colocadas uma ao lado da outra, como na foto acima, fica bem fácil distinguir a esguia e altaneira palmeira imperial da mais atarracada, troncuda, sempre saudável e bem menos elegante palmeira-real  "garrafa de coca-cola" porto-riquenha. Está última espécie também é conhecida como a falsa-palmeira imperial ou palmeira-imperial menor, sendo muito confundida com a palma imperial verdadeira, celebrizada nas aléias do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.



A palmeira-real cubana quase sempre imprime uma evidente deselegância diante de construções, e não se compara em impacto visual com a imperial e a porto-riquenha. Na espécie cubana as deformações de calibre do tronco  tendem a diminuir com a altura, na espécie porto-riquenha a deformação de calibre engrossam no meio do tronco, lembrando o perfil da clássica garrafa do refrigerante  A cubana é raramente utilizada no paisagismo brasileiro, sendo a palmeira real coca-cola a espécie mais utilizada deste gênero no país atualmente. No mundo a R. regia cubana e da Flórida é a espécie mais comum em paisagismos, posto que é a de mais rápido crescimento, maior resistência e adaptabilidade geral.



Aléia de Palmeiras-Imperiais.

Aléia de Palmeiras-Reais Cubanas ou da Flórida.


Aléia de Palmeiras-Reais de Porto Rico.




 Click aqui para 
acessar a primeira parte
 deste artigo onde mostramos o
histórico do uso dessa espécie
 de palmeira no paisagismo
 brasileiro.








Algumas observações prévias:





I- Sobre a Falsa-Palmeira Real:


Atualmente no Brasil há abundância de plantio de duas espécies muito parecidas de palmeiras australianas, são errada e popularmente chamadas de " palmeiras-reais ", pertencem ao gênero Archontophoenix ( lê-se arcontofênix ). São muito comumente cultivadas, já há grande plantios comerciais delas, tanto por serem ornamentais, como por produzirem excelente palmito comestível.


A Falsa-Palmeira Real.

O nome popular correto dessas espécies é o antigo nome do gênero a que pertenceram até algumas décadas atrás: Seaphortia. Foram desde sempre conhecidas como "palmeiras seafórcias ( lê-se assim)". Não confundam essas espécies com o grupo das Roystoneas aqui comentado, este último é de porte bem maior . Seafórcia parece com a nativa Jussara ou Palmito verdadeiro - Euterpes edulis - se diferenciando visualmente dela pelo porte pouco mais robusto, pelas folhas algo diferente e pelos seus frutos vermelhos. É muito comum a confusão de espécies - não sei quem deu-lhe esse novo nome popular e comercial no Brasil, mas o nome notoriamente já tinha outra dona !





II- Sobre a Palmeira mais alta do mundo:


A Palma-Mater do Rio de Janeiro tinha 38,70 m de altura aos 163 anos de idade, fazendo uma divisão obtêm-se uma média sobre o crescimento dessa espécie, nunca esquecendo que o crescimento inicial é mais vigoroso e que as condições climáticas do Rio de Janeiro são notoriamente excelentes para o seu desenvolvimento. Embora as palmeiras imperiais sejam portentosas e muito altas, o recorde de altura em palmáceas é de uma magrela colombiana. Como falta porte e sobra altura, pode ser descrita como um palmitinho muito comprido, nada que se compare à verdadeira nobreza das palmeiras. A imperial é a palmeira mais alta entre as espécies de maior porte e de usual utilização paisagística.

Ceroxylon quindiuense - Palmeira de Cêra da Colômbia no habitat, é a mais alta palmácea do mundo, chega aos 50-60 m de altura. A espécie é um dos símbolos oficializados desse país, ocorre em alguns vales andinos em meia à cerrada floresta nebular, nas fotos a vegetação original foi derrubada.





a continuação da primeira parte...






VIII ) As Principais Espécies de Roystoneas, as mais Cultivadas e sua Distinção.



As espécies do genero Roystonea, têm seu centro de dispersão nas Antilhas, existem em quase todas as ilhas e no litoral continental do Mar do Caribe, da Guiana Francesa e Venezuela, até o México e Flórida , com algumas pequenas interrupções no meio. R. regia foi introduzida no Panamá e na Flórida e lá autopropagou tornando-se espontânea; não há Roystoneas nativas do Brasil, são todas exóticas. Todas as espécies desse gênero soltam suas folhas durantes os fortes vendavais dos costumeiros furacões caribenhos, é uma estratégia de sobrevivência. Devido ao tamanho de suas folhas e a essa característica de soltar-se em grande vendavais, seu plantio em ruas e avenidas, onde haja maiores possibilidades de acidentes, é contra-indicado.



De cima para baixo, as diferentes inflorescências de: R. oleracea, borinquena e regia.

As flores minúsculas e abundantes, são visitadas e polinizadas por abelhas, também os morcêgos são importantes polinizadores desse grupo de espécies de palmeiras. Como quase todas as palmeiras , os frutos são extremamente atrativos para psitacídeos, comem só a polpa e espalham as sementes cheias de feridas, causadas pelos poderosos bicos.


Morcêgos Antilhanos - Principais polinizadores e disseminadores de Roystoneas.


Morcêgo Encapuçado da Flórida ( Eumops floridanus ).


Morcêgo Linguarudo - Monophyllus redmani

As lesões na casca da semente facilitam a entrada da água e o início do proceso de germinação, já se ingerida por columbídeos, a semente é ativada para a germinação através do suco gástrico. Monophyllus redmani e Eumops floridanus são morcêgos associados na cadeia ecológica da polinização e disseminação de sementes; a ingestão facilita muito a disseminação e a germinação, esta última demora para ocorrer se a semente não for ingerida - cerca de 100 dias . As plantas crescem relativamente rápido, embora haja muito para crescer, podem até durar uns 200 anos, temos um clássico exemplo de um indivíduo de 163 anos, morreu fulminado por um raio, senão duraria muito mais.


Pomba da Cabeça Branca - Columba leucocephala.
Dissemina as sementes de R. borinquena e regia.

Abaixo outras espécies disseminadoras de sementes de R. oleracea:

Maracanãzinho- Ara manilata.

Papagaio do Mangue - Amazona amazonica.

Arara Canindé (Ara ararauna)
nidificando num tronco
de  Roystonea morta.


É preciso deixar bem claro : a distinção de espécies de Roystonea em indivíduos muito jovens é de fato difícil, em juvenis também gera confusão, em exemplares maduros é mais fácil - são confusões imperiais. A internet apresenta uma plêiade de bobagens escritas sobre esse grupo. Como todos se copiam sem muito critério, repetem as bobagens serialmente e cometem enganos clássicos com frequência demasiada, as três principais espécies ainda são , de modo geral, mal conhecidas e distinguidas com dificuldade.Vamos tentar melhorar a visão do leitor e fixar didaticamente as diferenças dentro do grupo de espécies aqui consideradas.



Para simplificar, primeiramente vamos
 dividir as espécies desse gênero 
dois grupos distintivos:




Grupo das espécies de folhas penadas:

R. oleracea e suas variedades: jemmani e venezuelensis.

Grupo com folhas penadas ( em forma de penas planas) , com duas seções, cada uma com duas fileiras de folíolos geminados, de cada lado da folha , formando um plano verde horizontal facilmente distinto; a folha apresenta um aspecto "penteado no meio". Repare nas fotos abaixo.




Folhas de aspecto "penteado" devido ao ângulo agudo
entre as fileiras de folíolos e pelo significativo
maior comprimento destes.


Grupo das espécies de folhas plumosas:
Essse grupo engloba todas as outras espécies restantes do gênero, são todas mais ou menos relacionadas com R. regia.
Grupo com folhas mais ou menos plumosas ( em forma de pluma) , as fileiras de folíolos de cada lado da folha formam planos não facilmente distintos ao observador; o aspecto é cilíndrico e muito menos elegante. As espécies com menos folíolos apresentam folhas menos densas e portanto mais abertas, são R. lenis e borinquena; as mais felpudas ou densamente folioladas, são R. dunlapiana e regia. Repare nas fotos abaixo.


Folhas de aspecto "felpudo" devido ao ângulo cerca de 45°
entre as fileiras de folíolos e pelo significativamente
menor comprimento destes, deixando-os rígidos
 ou mesmo eretos, criando folhas que
lembram  rabos de raposas.

Principais espécies desse gênero:

  • Roystonea altissima (Mill.) H.E.Moore - palmeira real jamaicana.
  • Roystonea borinquena O.F.Cook (syn. R. hispaniolana) - palmeira-real espanhola ou porto-riquenha
  • Roystonea dunlapiana P.H.Allen
  • Roystonea lenis León
  • Roystonea maisiana (L.H.Bailey) Zona
  • Roystonea oleracea (Jacq.) O.F.Cook (syn. R. venezuelana) - palmeira-imperial, antiga árvore símbolo do Brasil durante o Império
  • Roystonea princeps (Becc.) Burret - palmeira-real jamaicana
  • Roystonea regia (Kunth) O.F.Cook (syn. R. elata ( ?), R. floridana) - palmeira-real cubana ou da Flórida
  • Roystonea stellata León - espécie cubana de Guantámano, atualmente já extinta
  • Roystonea violacea León - outra rara espécie cubana também de Guantánamo.


Vamos primeiro mostrar algumas espécies pouco conhecida, para dar noção do tamanho e da diversidade do gênero. Porém é nosso principal objetivo deixar equacionada a diferenciação entre as três espécies mais comuns (abaixo em letras amarelas) no paisagismo brasileiro e mundial.


a) Roystonea altissima (Mill.) H.E.Moore - Palmeira Real Jamaicana da Montanha.

Espécie dispersa apenas nas montanhas jamaicanas, embora tenha esse nome, atinge somente até 20 m de altura; R. oleracea chega a mais de 35 m, sendo essa a mais alta palmeira de porte do mundo. R altissima é espécie bem próxima de R. princeps, embora essa última espécie tenha seu habitat em lugares baixos alagadiços e portanto em nada montano.




B) Roystonea princeps (Becc.) Burret - Palmeira Real Jamaicana do Pântano.

Espécie muito próxima a anterior, com mesma altura e aspecto similar. O habitat é bem diferente , é endêmica dos pântanos da Jamaica Ocidental, nas várzeas do Rio Negro.




C) Roystonea dunlapiana P.H.Allen - Palmeira Real " Yaguá"

Outra espécie de locais alagadiços, o estipe ( tronco) bem cinza claro é característico.Tendem a habitar exclusivamente manguezais e pântanos, além de ter mesmos 20 m altura de R. regia, a folha rabo-de-raposa é bastante adensada.



Essa é a única espécie exclusivamente continental do gênero, vegeta espontaneamente pelo sul do México, Hondura e Nicarágua, adentra um pouco em Belize, estranhamente não existe em nenhuma ilha. Aprecia a proximidade com o mar e as terras baixas, sendo intolerante as geadas como a R. oleracea. Apresenta proximidade morfológica com R. regia, ecológica com R. oleracea e seu aspecto geral lembra uma R. borinquena mais esguia e alta.





D) Roystonea lenis León - Palmeira Real de Guantánamo

Espécie rara, da qual se conhece apenas três sub-populações, é endêmica da Província de Guantánamo em Cuba, entre 359 e 420 m de altitude em solos calcários. Parece-se com a R. regia, porém com as folhas menos providas de folíolos, portanto menos densa e mais aberta, o tronco é bem rígido.



E) Roystonea maisiana (L.H.Bailey) Zona

Outra espécie, ainda mais rara, também endêmica de Cuba, essa ilha antilhana tem muitas espécies de palmeiras, é um lugar muito especial e rico em endemismos. Essa elegantíssima espécie também está restrita à Pronvíncia de Guantánamo, na localidade de Maísi. Distigue-se pelos pecíolos bem mais alongados e pelo tronco mais afilado, o estipe é quase branco. R. violacea é de mesma distribuíção e próxima dessa espécie aqui considerada.







IX) Espécies mais cultivadas no Brasil e no mundo:




Palmeira Imperial - Roystonea oleracea



Nativa do litoral norte da América do Sul, da Venezuela e Colombia até Guianas, Barbados, Dominica, Guadeloupe, Martinique, Trinidad & Tobago. Medra em locais, baixos , quentes, litorâneos, bem abertos e pantanosos, como é característico de quase todas as espécies deste gênero. É a mais alta palmeira de porte do mundo, chega a mais de 40 m de altura e é um dos vegetais mais impressionantes do planeta. É a espécie de distibuição mais próxima à linha do Equador, podemos caracterizá-la como pré-amazônica, e é a menos tolerante ao frio e as secas esporádicas.


O tronco é cinza escuro e as folhas são "penteadas" ( veja melhor descrição acima ), é esguia e o tronco não apresenta dilatações antiestéticas, as folhas apresentam tendência horizontal e por isso o palmito fica completamente exposto. Os folíolos são adensados e compridos e por isso são pendendes em relação ao raqui central da folha, dando a impressão de estarem mais pesados ou "molhados", e por esse detalhe, conferindo grande elegância ao porte gigantesco e esguio dessa espécie.



No habitat natural: lugares quentes, baixadas nas proximidade do mar,
geralmente próximos a pântanos ou alagados. Adapta-se mais
ou menos aos interiores quentes e mais secos do Brasil,
todavia é nas proximidades de locais úmidos que
melhor se desenvolve, o clima do Rio
de Janeiro é o padrão para o
seu bom desenvolvimento.

R. oleracea no Jardim Botânico de Caracas.


A espécie possui algumas variedades de cultivo, são variedades hortícolas posto que as mesmas não são observadas na natureza em áreas onde sejam predominantes ou comuns em meio a outras típicas:

Var. venezuelensis : distinta pelo porte mais alto e tronco mais afilado.

Var. jenmanii: distinta pelas folhas mais caídas sobre o palmito.


No Brasil é muito comumente confundida com uma outra espécie parecida , porém bem mais baixa e robusta: R. borinquena. Essa falsa palmeira imperial não passa dos 20 m de altura e é mais comum no interior do país, sendo bem mais tolerante as condições de falta de umidade, resistindo ao frio e as geadas típicas do inverno do sul-sudeste brasileiros. Para prontamente diferenciar uma da outra é preciso atentar primeiro para as folhas, os folíolos inserem-se de forma diferente nas duas espécies. Conforme disposto no diagrama abaixo, ambas apresentam apresentam duas seções opostas de folíolos, cada uma com duas fileiras de de folhas pequenas longilíneas, porém inseridas em ângulos bem diferentes entre as fileiras duplas. Assim sendo as folhas são facilmente distintas, associando à observação mais atenta o porte, que também é muito singular, logo identificaremos a verdadeira palmeira imperial . Permanecerá a dúvida apenas para os exemplares muito jovens, que dependerão sempre da observação das folhas para uma identificação imediata e acertada.


Em R. borinquena o tronco é pouco mais cinza claro, sempre lembrando a forma de "garrafa de coca-cola" levemente alongada, configurando um perfil muito mais baixo, sendo o efeito paisagístico bem menos elegante.

Exemplares de R. oleracea  jovens e já elegantíssimos,
 na entrada do Zoo do Rio Janeiro.


O Zoo do Rio também apresenta palmeiras imperiais bem mais antigas.

  Desde jovens as verdadeiras palmeiras imperiais já apresentam as típicas folhas 
"penteadas" e a peculiar e esguia elegância de porte, as outras espécies
 são de folhas "felpudas". Vejamos então a distinção 
em indivíduos mais jovens ou recém plantados:

 Exemplares adultos transplantados de R. borinquena,
ostentando as folhas típicas da espécie.

  As diferenças morfológicas são possíveis de serem distinguidas de longe,
 porém em indivíduos muito jovens e ainda não estabelecidos é bem
 mais difícil, geralmente são estes os que são 
encontrados para à venda.  


Neste caso só é possível diferenciar a verdadeira
 palmeira-imperial pelos ângulos de inserção
 dos folíolos, por isto frisamos na 
descrição deste detalhe. 

Acima um exemplar jovem com a  
típica folha de R. borinquena,
bem evidente.

Mesmo de longe e em exemplares jovens de R. borinquena, de pronto já
 percebemos que as folhas são felpudas e não se mostram "penteadas".

A típica inserção dos quatro folíolos no eixo da folha,
 formam uma  característica secção em "X mais
 aberto" em R. borinquena.


Neste grande grupo de jovens R. borinquenas acima, plantado na entrada do Beto Carrero World no município de Penha-SC, podemos reparar bem na característica disposição das folhas e dos folíolos desta espécie. Comparem com os ângulos dispostos no diagrama diferencial de inserção de folíolos e com a foto das jovens palmeiras-imperiais na entrada do RIO-ZOO, ambas imediatamente acima. Ficará claramente apresentada a pronta diferenciação entre estas duas espécies tão confusas, mesmo em exemplares ainda muito jovens, ou encontrados à venda no comércio, mostram-se de fácil diferenciação para quem bem conhece os detalhe distintivos. Para melhor vender, os comerciantes, que as compram de terceiros, já com erro de identificação botânica e turbinadas como epíteto "imperial", passam então a "garantir" peremptoriamente aos clientes que trata-se de verdadeiras palmeiras-imperiais. Como quase ninguém sabe ao certo como diferenciá-las, eu mesmo levei 20 anos para compreender a  perfeita distinção , fica geralmente o dito pelo não dito.


 Folhas muito características, fáceis de reconhecer.

 Quando estive em Maringá resolvendo um problema em 1998, houve acirrada discussão com algumas pessoas, por eu declarar que as palmeiras da cidade não eram "legítimas" imperiais, lá dão, com certeza absoluta, serem "legítimas". Lembrando-me então da famosa frase de Pirandello: "Assim é se lhe parece...",  percebi que só décadas mais tarde  irão desconfiar de que aquelas tais "palmeiras-imperiais" são rudes e  não crescem tanto como deveriam. O engano a confusão se estabeleceram de forma aprofundada devido a falta de informação botânica resumida e objetiva, esta postagem visa exatamente romper esta dificuldade antiga. Por décadas segui em dúvidas, desejando um dia entender confusão destas espécies, hoje escrevo para definitivamente resolver esta questão clássica.

R. borinquena é menos longilínea e graciosa, definitivamente mais compacta 
e baixa, mais resistente ao frio e a estiagem, as folhas
 são plumosas e não penteadas.



Do lado direito, uma sequência de R. borinquenas em
 meio às palmeiras imperiais verdadeiras,
mostrando como as suas folhas são
 completamente diferentes.

Palmeiras-imperial exalam
nobreza e leveza.

Palmeiras-Imperiais fazem sua singular parte
 de elegância na paisagem brasileira.

O apogeu do uso paisagístico desta elegante espécie ocorreu na obra de implantação do Canal do Mangue, na década de 70 do Séc. XIX. O desejo do imperador Pedro II, associado à força empresarial do Barão de Mauá, abriram um grande dreno que secou os charcos do centro da então capital do país. Bordeando o majestoso canal, plantou-se uma monumental sequência de palmeiras imperiais, todas filhas da Palma Mater, àquela plantada por D.João VI. As imagens mostram, melhor que as palavras, a glória deste conjunto sem igual de palmeiras urbanas, saiba mais na primeira parte desta postagem, onde ilustramos extensivamente a evolução do uso desta espécie em paragens brasileiras.
  
 Impressionante obra paisagística mundial, 
auge da utilização desta espécie.
 
Com a evolução do trânsito de automóveis, as
 palmeiras foram desaparecendo aos poucos.

Foram substituídas por igualmente monumentais
Ficus religiosas, figueiras-sagradas do Buda,
que hão de durar alguns séculos.




Palmeira Real de Porto Rico
- Roystonea borinquena


Borinque era o nome indígena arauaque para a atual ilha de Porto Rico, borinquena pode então se traduzido por "porto-riquenha" Sua distribuição vai além da ilha que lhe deu o nome, é encontrada também no Haiti, República Dominicana e nas Ilhas Virgens. De porte bem menor, tem cerca de 15 m de altura quando adulta, cresce rapidamente e é adaptável aos mais variados climas tropicais e subtropicais onde não ocorra eventos com neve, resistem as geadas brancas, nas geadas negras ( temperatura do ar a 0°C ou menos) danos ocorrem e podem levar, mesmo as plantas adultas, ao colapso geral. .






No Brasil poderia ser chamada de Falsa Palmeira Imperial, tamanha é a confusão entre as duas espécies. Atualmente encontra-se em maior uso e difusão, adapta-se melhor nos planaltos do interior. Para simplificar, diria que seu aspecto lembra um hipotético hibrído entre e rústica e comum palmeira brasileira jerivá e a palmeira imperial .


Aléia de R. borinquena no Jardim Botânico de São Paulo. A espécie apresenta no tronco o característico perfil de garrafa de Coca-Cola. Portanto seu tronco apresenta deformações esperáveis, já a palmeira-real cubana tem deformações aprofundadas e muito variáveis entre indivíduos, além de maior variação geográfica.

Devido à mesma tendência ereta das folhas e a consequente exposição do palmito, muitas vezes as R. borinquenas jovens ( acima) confundem-se com a verdadeira palmeira-imperial, todavia o porte e as folhas são bem diferentes e prontamente distintas ao olho mais treinado.



Embora seja uma espécie plenamente válida e reconhecida, R. borinquena parece visualmente um intermediário das duas principais espécies do gênero: oleracea e regia. Seu fruto é arroxeado , enquanto as duas supracitadas espécies do gênero, têm frutos negros e vermelhos, respectivamente. Suas folhas são do tipo da regia, mas tem menos folíolos e assim aproximam-se ao aspecto das folhas de oleracea, é atualmente a espécie de maior uso e frequência no paiasgismo brasileiro, sendo confundida e chamada de "imperial" até por profissionais da área e comerciantes ; juram ser a mesma espécie, mas o olho bem treinado percebe logo a diferença. É também confundida com Roystonea regia e R. elata, mas discutiremos isso mais abaixo.




R. borinquena vista no interior do Paraná, resistente às geadas e à poluição urbana, é cada vez mais é plantada no Brasil, especialmente no interior do país. Desde jovem os troncos dos exemplares dessa espécie apresentam um perfil de "garrafa de coca-cola", tornando-se muito diferente da muito mais alta palmeira-imperial verdadeira, compare com as fotos anteriores e aprenda a distinguir .



Para o uso no paisagismo, esta 
espécie é simplesmente perfeita:

R. borinquena, por ser muito resistente ao clima, pode ser transportada e
replantada já com um porte considerável, logo tornou-se
comercialmente prática e muito funcional.

 Se bem cuidada no transplante, tem plenas chances
de se estabelecer no novo local de plantio.

 
Se resiste bem aos furacões do Caribe,
também resiste aos replantios.
 Utilização paisagística muito fácil e econômica.


 Plantio em Curitiba, mesmo no frio congelante, esta espécie
sobrevive relativamente bem, queima as folhas com
 a geada, mas se recupera rapidamente.

 O corte das folhas reduz muito a perda de
 água acumulada no estipe.



 

 

Condomínio em Curitiba com R. borinquenas
transplantadas e crescendo estabilizadas.

Já com a palmeira-imperial verdadeira, esta 
operação  de transplante é muito mais
dificultosa, e por isto, é raramente
 observada no paisagismo.

Nas fotos acima, todas são Palmeiras
Reais de Porto-Rico , muitas vezes,
vendidas como imperiais
 legítimas.




 
Palmeira Real Cubana - Roystonea regia


Essa é a espécie mais cultivada do gênero em todo mundo, trata-se da mais resistente e vigorosa do grupo das mais cultivadas. Também é a menos vistosa e elegante , a altura fica perto dos 20 m. mas pode crescer bem mais, segundo alguns autores chegam a mais de 30 m , portanto seu porte pode chegar a mesma altura da palmeira imperial, porém essa equiparação é rara, sendo então normalmente mais alta que a R. borinquena. Comum em jardins e praças de capitais africanas e asiáticas, é mais raramente vista no cenário paisagístico brasileiro, todavia é encontrada no comércio, geralmente se passando por "imperial legítima", uma vez que é mais resistente e cresce rápido em relação às outras espécies do gênero.




Vista com bem menos frequência do que as duas espécie anteriores, seu efeito paisagístico só é comparável as outras espécies quando o solo e o clima são muito favoráveis, diminuindo-se assim as anti-estéticas variações de calibre no tronco. Alguns exemplares da cepa cubana podem mesmo ser chamados de feios, sem estarmos exagerando no apuro estético, ao serem eliminados da paisagem causam até certo alívio visual.



Variação vegetativa grande, mas o aparelho reprodutivo é o mesmo

Troncos cinza claro são característicos, às vezes tornam-se esbranquiçado, com cicatrizes
 foliares pouco espaçadas.




Originária de Cuba, tem seu status botânico amplamente discutido, é bastante varíavel no seu aspecto vegetativo, confunde muito e dificulta a sua identificação segura. Depois de bem percebida pode ser facilmente reconhecida pelo tronco irregular e folhas caídas sobre o palmito.

Fora do habitat e sujeitas às estiagens e aos solos pobres, surgem mais
 conspicuamente as deformações de calibre no tronco.


No habitat cubano parece haver mais uniformidade nos troncos, mas mesmo assim são completamente irregulares e deselegantemente deformados .


Muitos especialistas consideram todas as espécies do gênero já descritas, fora oleracea, borinquena, altissima e princeps, como meras variedades, ou fomas extremas, de R. regia. Seu aspecto típico, cubano e mais comum é o da foto abaixo: palmito oculto por folhas plumosas pendentes e deselegantes, muito densamente composta por folíolos curtos e grossos, tronco cinza muito claro, às vezes quase branco, muito irregular e fortemente desarmônico.



Vejam na primeira parte desta postagem, onde descrevemos o Jardim Botânico de Maurícius, lá há fotos que mostram aléias de R. regia, da forma cubana e não da forma elata da Flórida, são de uma deselengância notável, nem se comparando com as outras duas espécies de uso mais clássico.


Aléia de Palmeiras Reais de Cuba, os troncos podem ser muito variáveis
 em diamêtro, as folhas apresentam tendência pendente.

A ocorrência de raízes na base do tronco, são também características dessa espécie.


O aspecto dessa espécie é muito variável, por vezes mostra-se diferente dependendo: da carga genética ( hibridização natural ?) , do ambiente ou solo e da idade do exemplar.

Acima a forma típica cubana- elegância sofrível .

Acima um exemplar de Roystonea elata, a Palmeira Real da Flórida, considerada atualmente uma subespécie da R. regia cubana, as flores e frutos são idênticos, mas o perfil é bem diferente, lembra uma R. borinquena raquítica e alta. Especialistas reportam serem as duas espécies muito próximas, enumeramos as diferenças significativas entre elas: as irregularidades do tronco e a inflorescência, maior em R. regia. Há maior confusão entre R. borinquena e R. elata, do que entre a borinquena e a R. regia cubana.


Folhas fortemente plumosas são de fácil reconhecimento.


O tronco irregular e tendendo a um progressivo afinamento apical, a dilatação na base, com raízes superficiais muito evidentes e as folhas plumosas com folíolos curtos e a altura avantajada, são características de diferenciação dessa espécie.

Cicatrizes pouco evidentes nos troncos são típicas de regia- acima a forma cubana.

As vezes, por acidente na deformação do tronco, se confunde com a forma "coca-cola" da R. borinquena, mas as folhas de R. regia são muito mais adensadas de folíolos e o tronco é mais claro, além do palmito semi-oculto pelas folhas pendentes. Há também diferenças botânicas na conformação das flores e no tamanho da inflorescêcia, sendo um maior em R. regia.

Na Praia do Flamengo -RJ, podemos ver dois exemplares adultos de R. regia forma cubana, plantados por engano, numa sequência de palmeiras imperiais verdadeiras, as diferenças de tronco e folhas ficam bem evidenciadas na foto.




Também na fachada da antiga Casa da Moeda é possivel ver claramente a grande
 diferença do porte, folhagem e tipo de tronco entre a palmeira real 
cubana e a verdadeira palmeira imperial.





Frutos vermelhos são um bom parâmetro de identificação dessa espécie. Todavia depois de maduros, tornam-se também arroxeados, criando-se confusões entre essa espécie e a R. borinquena.



Os ângulos de inserção das quatro fileiras de folíolos de R. regia
podem variar, já em borinquena são bem mais previsíveis.


Os frutos dessa espécie, sejam vermelhos, ou já maduros e então arroxeados, são sempre redondos, os de R. borinquena são mais alongados.


Acima a subespécie floridana dita elata , apresenta um perfil morfológico diferenciado , mostrando sinais de possíveis hibridizações naturais ocorridas no passado. Há livros apresentando-a como uma espécie independente, devido a forma um tanto diferenciada, porém as flores e os frutos são idênticos à forma cubana, caracterizando uma subespécie.

JustificarAléias de Palmeiras Reais nas ruas da Flórida - troncos irregulares e claros, palmito oculto por folhas pendentes e densamente plumosas, são os detalhes auxiliadores na identificação visual dessa espécie. Na primeira foto aparece a forma elata, na foto de baixo a típica forma cubana. A forma elata, nativa da Flórida, se dispõe bem mais elegante e de folhas menos caídas sobre o palmito, o tronco não é tão variável em calibre.



Muitas vezes confundimos R. regia - acima - com a nativa palmeira- jerivá
(Queen Palm) Syagrus romanzoffiana - abaixo, as folhas e
 o porte são algo semelhantes.



 Gosto muito dessa hipotética e didática comparação: Palmeira Real 
 lembra muito um híbrido entre uma palmeira imperial verdadeira
 e um jerivá, palmeira muito comum em todo Brasil, como
podemos ver bem saudáveis na foto da rua acima.





Espero ter ajudado a sanar dúvidas que me assolaram por muitas décadas.







X) Outras palmeiras ornamentais comparáveis:



Borassus flabellifer e B. aethiopicum são de porte impactante
 e comparam-se com a palmeira-imperial, todavia
 falta a graça e a elegância.



Borassus apresentam alto potencial ornamental.




A indiana e ceilânica Corypha umbracullifera, tem porte sem igual e uma floração titânica, após mais de 50 de crescimento monumental, floresce e frutifica uma única vez ao fim desse ciclo, fenecendo em seguida. A primeira vez que vi um exemplar dessa espécie fiquei muito impressionado com o porte e o tamanho descomunal das folhas, é um dos vegetais mais magníficos do mundo.


Impressionantes quando ainda jovens e com
 a folhagem mais baixa.

Uma única floração titânica marca o
fim da sua existência !








Originárias de regiões semi-áridas dos EUA e do México, as Washingtonias robusta e fillifera ( as que retêm as folhas adpresas ) , são muito cultivadas em países de mesmas condições climáticas. Formam lindos cenários paisagísticos, são as palmeiras imperiais do deserto.Mais  recentemente estão sendo mais utilizadas no Brasil, aqui em Curitiba a W. robusta mexicana , bela e forte, já é observada em novos jardins privados.



Washingtonias em primeiro plano e conjunto mais alto de palmeiras
 de leque chinesas - Livistona chinensis - ao fundo.
Parecidas mas também bem distintas.


Washingtonias são vistas com frequência em
 paisagens europeias  mediterrânicas, no
 Magreb, Egito e no Oriente Médio.

Fazem bela vista e poderiam ser mais usadas no interior do Brasil,
 especialmente nas cidades do cerrado e da caatinga.






A luxuriante Palmeira de Leque de Fijii - Pritchardia pacifica -
é frequentemente usada no paisagismo carioca, e poderia
ser bem mais utilizada no litoral tropical brasileiro.



Trata-se de uma das espécies de palmeiras mais orrnamentais, embeleza
 e dá elegância com muita eficiência paisagística, uma
 jóia botânica introduzida por Burle Marx.



É uma obra de arte vegetal; uma das mais
vistosas palmeiras ornamentais.

Sua perfeita silhueta, faz sonhar com as ilhas tropicais paradisíacas! Sua origem
é ainda uma incógnita, não sendo encontrada em estado silvestre em nenhum lugar.







A Falsa Palmeira Chinesa de Leque ( Livistona chinensis ) - a verdadeira é
a espécie Trachicarpus fortunei - foi introduzida em cultivo
 em quase todo país desde o Séc. XIX.


Cresce com muita lentidão, todavia alcança altura similar à Palmeira Imperial, não sendo tão alta. Apresenta um conjunto hamônico devido as projeções das bordas das folhas que são elegantemente pendentes, dando um aspecto "molhado" muito característico do seu perfil paisagístico.

 Igreja do Amparo - Barra Mansa RJ

Devido a sua grande tolerância aos ventos e frios congelantes esporádicos,
tornou-se muito utilizada e comum no Rio Grande do Sul. Resistindo
 bem a um clima que poucas palmeiras ornamentais suportam.


Também são utilizadas no
 paisagismo argentino.





Sua utilização foi monumental em Porto Alegre, marcando
fortemente o conjunto paisagístico neste famoso projeto
 de parque público elaborado por Alfred Agache.



Tornou-se característica do conjunto e das imediações do Parque Redenção ou Farroupilha, ocupando o nicho paisagístico da Palmeira-Imperial nestas terras onde o vento minuano surge no inverno com seu assobio gelado.

Também surge nas cidades da Campanhia Gaúcha, como em Bagé.

Livistona decipiens é uma espécie próxima ainda rara
no paisagismo brasileiro.


Livistona australis, oriunda da Austrália, é um pouco
 mais vista, especialmente em São Paulo.




A palmeira chilena Jubaea chilensis resiste muito bem ao inverno rigoroso
 sem neve e poderia ser usada no paisagismo da
s regiões brasileiras mais frias .





Licuala grandis da Nova Guiné é a espécie mais famosa e a mais utilizada no paisagismo brasileiro. Em exemplares maduros o estipe se mostra mais evidente ( 1-2 m ), porém nas ilustrações e fotos são mais capturados os elegantes indivíduos ainda em fase juvenil, dando a falsa impressão que a espécie é de baixo porte.


Licuala ramsey nativa da Austrália é pouco conhecida mas com grande
potencial de criar paisagens surrealistas, seu estipe é muito alto.
Quem vê um exemplar antigo e alto, estranha tanto, que
logo imagina tratar-se de outra espécie.




Licuala orbicularis nativa de Bornéu,
é belíssima de formas.


Estas espécies de palmeiras acima descritas estão entre os mais belos
vegetais do planeta, são elegantíssimas devido ao porte e ao plissado das folhas.





Uso de palmeiras no paisagismo.

17 comentários:

  1. Parabéns pelo belo material publicado.
    Muito rico e esclarecedor.
    Músicas divinas.

    Daniel Silveira
    São Pedro de Alcântara - SC

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  2. Nada como encontrar quem sabe o que está dizendo, redimiu todas as minhas dúvidas e não eram poucas...ótimo artigo ! Vai ser útil para muita gente por muito tempo.

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  3. Excelente ! Parabéns pelo ótimo trabalho ! Realmente tem credibilidade quem praticamente esgota o assunto, esclarecendo as diferenças com métodos visuais, ciência, história...
    Resultado digno de ser adotado como referência.
    Muito obrigado, me ajudou muito.

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  4. Muito bom! Obrigado pela matéria, pois me ajudou muito!
    Gostaria de saber se tem como visualizar melhor (na prática, se possível com fotos) o diagrama que mostra a diferença entre os folíolos da R. Oleracea e da R. Borinquena. Desde já agradeço

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  5. O insatisfeito leitor reclamou, achou que não estava bem disposta a diferenciação entre exemplares jovens de oleraceae e borinquena, e eu que tinha estas fotos do palmeiral de entrada do Beto
    Carrero World onde se vê bem a inserção dos folíolos no raquis da folha, inseri na postagem mais estas características diferenciais. Ser blogueiro é trabalhar de graça e ainda receber reclamação "

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  6. Excelente..muito detalhado e simples para o leigo no assunto.

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  7. Olá pessoal do perfil da planta. Eu não reclamei do diagrama dos folíolos, pelo contrário me ajudou muito e a metéria de vocês foi a mais completa que encontrei até hoje, porém tive dificuldades de perceber na prática quando observei algumas mudas de palmeiras. Desculpe. Muito obrigado

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  8. Sua postagem foi muito útil para um trabalho que estou a desenvolver. Parabéns pelo blog, obrigado por compartilhar seu conhecimento! Abraço!

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    1. Caro Émerson : Meu nome não é divulgado aqui para que não reste dúvida sobre o caráter estritamente cultural do blog Perfil da Planta. Não pretendemos projeção , fama ou dividendos desta aventura de por na internet meus temas de lazer e interesse particular. Desejo apenas me vingar dos muitos anos em que desejei saber sobre alguns pontos e não conseguia forma de sanar minhas dúvidas, como foi o caso das primas pobres da palmeira imperial. Aqui divido o que sei, sem qualquer interesse. Coloque o nome do Blog no seu trabalho e já estará muito bom. Meu email está coluna lateral do blog, perto das minhas fotos pessoais, comunique-se se desejar, será prontamente correspondido. Abraço

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  9. Gostaria de saber se dá para relacionar o número de anéis no tronco da palmeira Imperial com a idade, pelo menos quando ela é jovem.

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  10. A princípio sim, mas como o estipe das palmeiras costuma ser muito fibroso vc poderá ter problemas para contar os anéis, diferente de um tronco onde lignina muito mais celulósica e solidificada mostra mais nitidamente os sucessivos estágios de crescimento. A altura é mais utilizada para mensurar a idade, posto que dá pronta avaliação ao observador mais experimentado, se o exemplar está visivelmente saudável, a idade torna-se então bem previsível.

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  11. O melhor site sobre palmeiras que conheço. Sou Engenheira Florestal - Paisagista e me auxilia muito nas pesquisas bothanicas, na definição de especies para meus projetos. Muitíssimo Obrigada! Continue!

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  12. Olá,
    Gostaria de saber se podes me ajudar na classificação de palmeiras. Estou montando um viveiro e tenho duvidas. att joaoufrgs@terra.com.br

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  13. Prezado Doutor Perfil das Plantas, bom dia. Parabenizo pelo excelente e didático documentário, realmente engrandecedor. Colhi algumas sementes de uma palmeira e gostaria saber de qualquer espécie se trata. São frutos amendoados de 2,5 cm de comprimento, casca dura morrom brilhante. Tenho fotos pra enviar, caso me autorize. Grato. Henrique de Atibaia-SP

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