VVVVVV>&&&&&%gt;gt;>>>>>>>>>>>>>>>>>"Ver e ouvir são sentidos nobres; aristocracia é nunca tocar."

&&&&&&>>>>>>>>>"A memória guardará o que valer a pena: ela nos conhece bem e não perde o que merece ser salvo."


%%%%%%%%%%%%%%"Escrevo tudo o que o meu inconsciente exala
e clama; penso depois para justificar o que foi escrito"


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"
A fotografia não é o que você vê, é o que você carrega dentro si."


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"Resolvi não exigir dos outros senão o mínimo: é uma forma de paz..."

&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&"Aqui ergo um faustoso monumento ao meu tédio"


&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&"A inveja morde, mas não come."


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Falsas Orquídeas - Kaempferias e Neomaricas




Kanangas-do-Japão e....


Maricás, chegam perto da aparência geral de orquídeas.







Kaempferia rotunda - A Kananga-do-Japão - é como se fosse
no dizer de Fernando Pessoa : "um cadáver que procria."

Comecei a cultivar orquídeas no início da década de 80, lá no Rio de Janeiro daquele tempo, não havia a variedade comercial de hoje. Somente os Orquidários Florália e Binot vendiam orquídeas para coleção, apenas o segundo comercializava espécies naturais brasileiras. Nas floriculturas essas plantas eram raras e caríssimas. Restava então aos com pouco dinheiro no bolso, pedir mudas aos conhecidos e também aos desconhecidos.


Ontem ainda, comprei quatro exemplares da Cattleya trianei, fiquei até tonto com a ação, nunca imaginei encontrar essa espécie colombiana fartamente à venda e com preços padrão em lugar nenhum, muito menos em Curitiba - hoje isso já é possível. Vivemos, como nunca antes, um tempo de muita abundância onde há de tudo à venda. Todavia naqueles tempos não era assim, pedi e ganhei então algumas mudas de orquidáceas mais comumente cultivadas. Entre elas me veio de presente e embrulhados num belo papel, três bulbos de uma suposta espécie de "orquídea " branca e roxa de plantar na terra. Foram conseguidos os propágulos com a avó de uma colega de aula, naqueles tempos da ditadura militar, quando ainda estudávamos na universidade federal.


Kaempferia rotunda vegetando em um jardim de Curitiba.

Vale a pena interromper o curso e contar porque foi engraçado, alguns anos depois também ganhei de presente umas "orquídeas aquáticas", na verdade eram aguapés (Eichornia crassipes). Quando as vejo nos lagos, lembro-me da "orquídea" de flores roxas com mais de 10 bulbos que iria ganhar de presente. É preciso reconhecer: eram flores roxas e tinha bulbos, decerto aos olhos leigos pareceriam uma hipotética orquídea.

Insiro-a na categoria de "falsas-orquídeas" através desse artigo.


"Cattleya" aguapeiana var. coerulea

Fui então pesquisar a origem da história daqueles bulbinhos presenteados e não achei nenhuma referência à orquídea branca e roxa com bulbos terrestres. Estas perderiam as folhas no inverno e depois floresceria direto de batatinhas subterrâneas. A amiga que me presenteou contou-me sobre o costume de ao perceber a floração saindo do chão, desenterrar as batatinhas ou bulbinhos e colocá-los num prato com um pouco d'água, assim poderíamos vê-las florescer dentro de casa. Uma flor por dia ! Por vários dias ! Para quem aprecia plantas era uma história excepcional !

Na época estava mais interessado em obter orquídeas clássicas e achei a história
dos bulbos floríferos uma brincadeira ou um engano, por fim esqueci
aqueles três bulbos esquisitinhos e feios,
esses desidrataram e nem brotaram.


Acima Kaempferia rotunda - parte vegetativa.

Anos mais tarde encontraria de novo essas estranhas "orquídeas da terra".
Cheguei ao Paraná em 1986 e na sequência fui morar numa chácara.

A kananga-do-japão acima, lembra as marantas - abaixo.

No primeiro olhar, as folhas da Kanangas-do-Japão - a primeira foto da sequência acima - parecem ser de Marantha ou Calathea - as demais imagens.


No jardim dessa nova habitação haviam algumas touceiras de uma folhagem , identifiquei a espécie como provavelmente sendo uma "maranta", embora nunca tivesse visto algo exatamente semelhante antes. Como o padrão de coloração é muito similar, determinei-as na época como provavelmente pertencentes à família Maranthaceae. A folhagem da espécie desconhecida não era das mais coloridas, há marantas comuns muito mais vistosas, nem dei muita atenção aquelas plantas, havia muitas outras espécies mais interessantes no vasto jardim da chácara.


Perguntei ao caseiro pelo nome comum daquelas plantas esquisitas e foi então que ouvi o nome "kananga", também era conhecida como flor-da-ressurreição, ou ressurreição apenas, há quem as chame de flor-da- majestade. Fora do Brasil podem ser identificadas comumente como um dos tipos de lírio-da-ressureição ( resurrection lily ). Eram plantas rústicas e cresciam bem, não necessitando de grandes cuidados, o nome me remetia a uma novela também chamada de "Kananga do Japão", era o nome do cabaré onde se passava a trama fictícia.


No final do inverno seco e frio do interior do norte do PR, as folhas dessas plantas morreram. Calculei que talvez tivessem ficado doentes e assim fenecido, mas uns meses depois começaram a aparecer, vindas do chão nu, umas flores brancas matizadas na fronte de roxo e muito perfumadas. De fato pareciam orquídeas, voltou à mente aquele o incidente dos bulbinhos estranhos do passado. Deveriam-se certamente a mesma espécie do presente que me  havia sido ofertado tantos anos atrás !



Impressionado com a beleza e perfume das flores vindas do chão fui de novo pesquisar, ainda acreditando ser uma maranta, mas logo descobri : era uma Zingiberaceae. Apenas parecia ser maranta devido à folhagem, as flores mostravam ser claramente uma espécie parente do gengibre. Esse gênero não parece com as gengiberáceas típicas em cultivo, as folhas são muito diferentes, contudo as flores lembram , pela beleza, orquídeas. Eram nominadas botanicamente como Kaempferias rotundas.

A espécie tem ampla dispersão na natureza : do sudeste da Ásia até o Japão."Kananga" é o nome próprio japonês, de um vulcão de lá. Provavelmente essa espécie existisse nessa área vulcânica, herdando-lhe o nome por associação. Propaga-se em cultivo por divisão bulbos, estes devem ser logo plantados para não perderem energia e umidade, cresce vigorosamente e não tem nenhuma diferença no seu cultivo de outras plantas comuns, é muito resistente portanto. Não apresenta frutos ou sementes espontâneos no Brasil!



Provavelmente prefira os locais com um inverno mais frio e seco, para melhor executar o seu ciclo natural. Contudo não gosta de temperaturas extremas e  não tolera secas muito prolongadas, não é planta de desertos, é planta de climas inverno acentuado, frio e/ou seco. São vistas com frequência nos quintais curitibanos mais antigos, nunca as vi em venda comercial, surgem algumas esporadicamente para venda na internet, mandam os bulbos pelo correio. São também chamadas na literatura botânica de galangas ou gengibre-pavão, devido a beleza das folhas. O gênero é grande, todavia não há outras espécies comparáveis com a beleza das flores da kananga, as outras espécies tendem a serem cultivadas apenas em função das folhas matizadas em cores fortes. As flores mais bonitas desse grupo de espécies são as da K. rotunda, talvez com uma exceção a ser vista na sequência , nas outras espécies as flores são bem menos vistosas.



Acima duas ótimas ilustrações botânicas mostram as partes aérea e subterrânea da kananga-do-japão, embaixo uma boa foto dos bulbos ( caules de acúmulo ) e tubérculos ( raízes engrossadas anexas ) constituem-se nas reservas da planta. São normalmente usados conjugados como unidades mínimas de propagação ( mudas ).



Se por acaso os bulbos apresentarem-se muito grandes e fortes, podem então ser divididos em duas partes, cortados ao meio, porém não desmembrados em muitos pedaço menores soltos. Devem ser postos primeiramente para secar na sombra e então cicatrizar a ferida do corte, em seguida, devem ser plantados antes que desidratem.



Para ilustração e conhecimento, mostramos abaixo outras espécies cultivadas do gênero Kaempferia , tanto para a obtenção do kenkur - os bulbos subterrâneos utilizados como temperos - bem como para ornamento:


Acima Kaempferia galanga - espécie muito usada na culinária oriental,
 o nome científico é uma corruptela de kananga.

Acima a K. pulchra.


Acima a K. elegans ou laotica - muito aparentada com a espécie anterior, são ambas tidas por muitos como meras variedades. Somente a diferença de cores e mudança de padrões de pigmentação de folhas ou flores, não são suficientes para separar uma nova espécie, é preciso constatar a diferenças de adaptação morfológicas importantes e distintivas.

São raramente vistas em cultivo no Brasil!



Siphonochilus aethiopicus

Abaixo, para ilustrar e dar maior embasamento botânico, outras espécies próximas. São todas da família Zingiberaceae e apresentam o aspecto típico dos demais gengibres. As aqui mostradas já pertenceram ao gênero Kaempferia, atualmente estão segregadas em outros gêneros botânicos independentes e desmembrados do original, considerado como abrangente demais.


O gênero Siphonochilus ( lê-se sifonóquilus ) - fotos acima e abaixo - é um interessantíssimo conjunto botânico de gengibres africanos, foi taxonomicamente desmembrado do gênero asiático Kaempferia em 1982. São parecidos com as kanangas-do-japão e igualmente belos, se não forem talvez ainda mais belos. A espécie Siphonochilus aethiopicus é uma magnífica planta , ocorre naturalmente nas regiões do sudeste da República da África do Sul - especificamente no Estado de Natal . A verdadeira kananga mostra-se como uma forma intermediária, tem folhas características do gênero Kaempferia e flores semelhantes a Siphonochilus.

Siphonochilus aethiopicus - Planta linda !!!

É de biologia muito semelhante à kananga, ficando também reduzida ao rizoma e às raízes tuberosas durante os meses secos de inverno. Tristemente está bela planta sul-africana está quase extinta na natureza, devido à severa coleta de seu bulbos pelas tribos indígenas , tanto para uso na medicina tradicional , como para as práticas de magia. Essa espécie é fácil de cultivar, produzindo suas soberbas flores perfumadas logo acima do solo, exatamente do como as kanangas verdadeiras, durante os meses do verão . A diferença maior está na vegetação, esta surge antes das flores, nas kanangas verdadeiras é ao contrário. Linda planta !!!!!


O rizoma é igualmente aromático e de grande valor como anti-inflamatório e estimulante geral do organismo. Infelizmente é uma espécie praticamente desconhecida e talvez até ainda inexistente em cultivo no Brasil, de todos os parentes da kananga-do-japão é o única comparável em beleza ( achei-a até mais bonita. ). A espécie está na lista vermelha das plantas ameaçadas de extinção e seu comércio é controlado.




O amarelinho Siphonochilus decora.

E o raro e belo S. kirkii.
Planta de evidente
 nobreza.




As espécies Boesenbergia rotunda e B. pandurata ( lê-se bêsembergia ) são outros gengibres asiáticos ornamentais e lembram, ainda mais fortemente, a delicadeza e o labelo das orquídeas; falta-lhes apenas um maior porte floral.




Acima Boesenbergia rotunda - abaixo a B. pandurata - 
aproximam-se do design das orquídeas.


Conhecidas como Raíz-de-Dedos, são também usadas na culinária e na medicina popular da Tailândia e do resto da Indochina. Apresentam aspecto convergente com as flores das orquídeas terrestres, popularmente surgirão dúvidas para classificá-las.



O gengibre africano é o único capaz de ofuscar em beleza a floração das kanangas, as outras são interessantes mas não se comparam em beleza. Fiquei com muita vontade de obter um exemplar dessa espécie.


Bonito mesmo: Siphonochilus aethiopicus




De volta aos comentários sobre a Kananga-do-Japão:



Como não se acha esta espécie à venda no comércio, só recentemente consegui obter algumas mudas da kananga-do-japão. Ganhei-as especialmente de um amigo médico, ajudando-me nessa difícil busca, obteve ótimas mudas com suas clientes mais idosas. Para o médico foi até fácil obter alguma generosidade!!!!


No Oriente comê-se os bulbos dessas plantas como tempero, ralados provavelmente. São também empregados na medicina como anti-infamatório e cicatrizantes; são tradicionalmente usados em casos de fraturas ósseas. Utiliza-se secos, ralados ou pulverizados. Outras espécies do gênero Kaempferia - lê-se quempféria - também têm variados usos terapêuticos.

São plantas resistentes, úteis e belas, como quase todos os gengibres, crescem vigorosas se fixadas em substrato rico em matéria orgânica.Preferem a meia sombra, mas toleram insolação mais direta em climas serranos. A touceira tem um aspecto meio desarrumado depois de adulta, as folhas em brotação e/ou já recém abertas, são de fato, a fase mais bonita da sua vegetação.


Proapaga-se logo após a floração, através da divisão de bulbos , esses devem ser plantados e cobertos de substrato. Devem ser enterrados até uns 3-4 dedos de profundidade, não maisque isso. O substrato deve ser poroso, não compactado e de fácil drenagem, estando portanto quase sempre seco. Recomendo como ideal 30% de serragem, 20% de pedrinhas e 50% de terra vegetal. Adube com serragem misturada com adubo químico NPK 10-10-10 durande o crescimento das folhas.


Nas fotos acima, as mudas recém-plantadas nos meus quatro vasos de kanangas, depois de florescem, começam a brotar. Usei vasos grandes para acomodá-las por alguns anos, a drenagem foi bem proporcionada para evitar podridões. O substrato não é só de terra preta, mas a contém em boa proporção. Só a terra preta, aliada a chuva sem fim desta Curitiba sem sol, resultaria em entupimento dos orificios de drenagem no fundo e posterior alagamento dos vasos.


Acima as mudas após seis meses do plantio, a partir de bulbos
não-divididos, apenas transplantados.


No início do estabelecimento, as mudas apreciam um pouco de luz filtrada ou meia-sombra, depois de bem estabelecidas podem receber insolação plena e já podem ficar ao relento aqui no Sul do país, recebendo como únicos cuidados de cultivo as adubações anuais nos períodos de brotação e crescimento.



Vão bem em vasos, neles não toleram seca grave e nem excesso de umidade, o vaso deve ser bem drenado, assim não haverá apodrecimento dos bulbos, tenho misturado chips de pinus com a terra ( não é a casca escura do pinus, é a madeira clara interna picada, vendida em lojas do ramo) para aumentar a drenagem e também, concomitantemente, reter uma umidade correta sem jamais ser demasiada nos longos dias chuvosos que ocorrem periodicamente nesta Curitiba onde não para de chover.
 

Adubação química rica em fósforo e bem diluída na água da rega, faz a vegetação desenvolver-se bem. No Brasil não temos exemplares com esse padrão de cores de folhas mostrado acima, estes são muito mais vistosos e elegantes !


Kananga é planta fácil de cultivar, porém difícil de se obter !



A beleza que brota ...

do milagre da ressurreição.


O substrato composto com fragmentos de madeira, serragem, pedaços pequenos de tijolos, carvão e pedrinhas, facilita bastante a emergência das flores. Boa drenagem também é uma condição importante para o desenvolvimento da espécie. Durante o tempo de crescimento das folhas , adubo com ração de cachorro pulverizada, misturada com cascas de ovos também moídas e adubos químicos pobres em nitrogênio e ricos em fósforo e potássio na ração de 20% do volume. As fotos mostram bem o resultado, desde o plantio até a floração um ano depois.



 Os mesmos vasos três anos depois e lindamente floridos, em OUT 2013. Depois já brotados em JAN 2014, expostos ao sol pleno, mostraram-se com mais folhas, porém bem menores.

Totalmente brotados em  MAR 2014.





O gênero Neomarica - lê-se néo-márica - , da família Iridaceae,
comum nas restingas e matas do nosso litoral, também
 é frequentemente confundido com as
 orquídeas terrestres.



Acima a Íris- verdadeira européia, espécie característica e padrão da família Iridaceae, tipicamente apresenta três sépalas ( as que fecham o botão ) para baixo e três pétalas iguais para cima. Embora apresentem lindas flores, não adaptam-se aos calores tropicais, são substituídas no nosso paisagismo por espécies mais apropriadas, porém com menores flores.


Embora não sejam muito semelhantes na parte vegetativa, as flores apresentam um colorido e uma disposição próximas visualmente às orquídeas. São nativas do sudeste-sul do Brasil e medram em restingas e matas litorâneas, são popularmente chamadas de maricás. Nos países de lingua espanhola e no estado americano da , são também chamadas de orquídeas-de-pobre



Ostentam uma beleza semelhante aos labelos das cattleyas.



As duas espécies mais encontradas em cultivo:
marica gracilis

Neomarica gracilis acima,  e abaixo  Neomarica coerulea.




Neomarica coerulea






Ótima planta ornamental para parques e praças, grandes jardins e canteiros de 
sombra, apresenta quase o dobro do porte de N. gracilis .


Neomarica  coerulea apresenta alguma variação na coloração das flores, todavia são todas azuladas a cor do céu como diz o epíteto específico. Abaixo a amarelinha Neomarica longifolia, demanda cultura similar, é uma espécie mais rara e cresce com menos vigor em relação as espécies anteriores.




São plantas de cultivo e propagação muito fáceis, sendo extremamente resistentes, subsistem no sol pleno mas preferem a meia-sombra. Requerem terra preta vegetal, para uma boa drenagem, convém misturá-la com pedrinhas, carvão picado, isopor ou areia. A adubação química ou orgânica, provoca resultados rápidos, o ideal é misturá-las para a progressiva liberação de sais químicos , na exta medida que a matéria orgânica se decompõe.

A aparentada e muito mais comum Moréia amarela- Dietes bicolor.

São comuns em praças e parques, quando floridas encantam os olhos com as disposições de cores: roxos, amarelos e branco, colorido similar às orquídeas. A floração é sucedida pelo aparecimento de frutos com sementes, ou de broto vegetativo, um keiki como ocorre nos dendrobiuns, essa brotação vai crescendo adpresa à planta-mãe, seu crescente peso faz com que a folha encoste no chão, quando então enraíza. Dizem popularmente: as plantas desse gênero só florescem após a 12ª folha. Por emitirem brotos que "andam" ou por causa da lenda das doze folhas, é chamada também de : Íris-que-Anda ou Planta Apóstolo. As flores dessas falsas orquídeas duram muito pouco, não apresentam boa substância e cerosidade nos segmentos florais, ou seja, são constituídas de um papelãozinho fininho e vagabundo, porém com design mais sofisticado.

Também essas primas mais distantes , devem estar inclusas na categoria das falsas orquídeas.





Iris paradoxa pertence à mesma família, são de
beleza e exotismo comparáveis às orquídeas.



Podemos aqui também enquadrar como uma "falsa-cattleya vegetativa" o Philodendrum martianum ( em latim o "T" lê-se "C" então pronuncia-se marcianum de Marcius-Martius, o nosso "T" sonoro se escreve com "TH") , conhecido popularmente como pacová, é muito comum nas florestas litorâneas do sudeste brasileiro, além de parecer uma orquídea com bulbos, ainda é parcialmente epífito. Na natureza , visto de longe, parece uma grande touceira de cattleya, me enganei em muitas ocasiões com essa planta. Procurando imaginárias touceiras de orquídeas no país tropical abençoado por Deus; achava tão somente pacovás.


A espécie já é vendida comercialmente e adapta-se muito bem ao cultivo dentro de casa, é resistente e cresce logo. Lembrei-me de um fiasco do passado, muito bom para comentar aqui: quando cruzava de carro uma histórica rua do bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, vi de relance, numa casa antiga dos anos 30, que na varanda havia uma grande touceira cheia de flores de cattleyas lindas .


A rua só tinha um sentido de tráfego, impedido de retroceder parei o carro mais a frente e voltei a pé, ansioso para ver qual espécie proporcionara a aquela planta tão vistosa, quando vi com calma descobri ser apenas um pacová bem proporcionado, num vaso enfeitado com flores de cattleyas de plástico roxo!


Voltei para o carro rindo - falsas orquídeas existem!
São todas de "araque", belas e interessantes,
além de mais fáceis de cultivar !






3 comentários:

  1. Ah! Que delícia te ler!!!
    Consegue interagir com o leitor, envolvendo-o em suas andanças, descobertas, experiências!!!
    Esta postagem também será partilhada lá na Comunidade Orquídeas-Orchids, do G+.
    Dizer mais será pleonasmo!!!
    Abraços
    Helô Spitali

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  2. Respostas
    1. Fiz o que pude, no senso de informar tudo que sei, não copiei ninguém, crie meu próprio estilo visual e deu no que deu. O blog tem agradado ao longo do tempo, tenho no mínimo 400 acessos por dia, já tem corpo e vida própria, respira sozinho. Abraço para vc !!!!

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