VVVVVV>&&&&&%gt;gt;>>>>>>>>>>>>>>>>>"Ver e ouvir são sentidos nobres; aristocracia é nunca tocar."

&&&&&&>>>>>>>>>"A memória guardará o que valer a pena: ela nos conhece bem e não perde o que merece ser salvo."


%%%%%%%%%%%%%%"Escrevo tudo o que o meu inconsciente exala
e clama; penso depois para justificar o que foi escrito"


&&&&&&&&&&&&&&;>>gt;>>>>>>>
"
A fotografia não é o que você vê, é o que você carrega dentro si."


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"Resolvi não exigir dos outros senão o mínimo: é uma forma de paz..."

&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&"Aqui ergo um faustoso monumento ao meu tédio"


&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&"A inveja morde, mas não come."


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Rlc. Durigan - Pintalgada e Perfeita









Esse híbrido, feito e semeado no ano de 2000, foi registrado no RHS em 2005 por Josélio Durigan, do Orquidário Durigan em Curitiba - visite o site www.orquidariodurigan.com.br , ainda hoje arrebata corações e desperta espanto pela perfeição estética e técnica das flores, é prêmio certo em qualquer exposição de orquídeas.




"A questão não é atingir a
perfeição, mas sim
a totalidade."
  
Carl Jung





*PS: Recebi e-mails de orquidófilos de Curitiba e de SC, veementemente informando-me sobre o primeiro autor desse cruzamento, este seria o Sr. Mauro, proprietário da Orquilânda. Todavia não foi feito o registro no RHS e tão pouco as plantas matrizes, refiro-me ao indivíduos utilizados, eram extamente as mesmas, a qualidade genética dos pais interfere na qualidade do lote resultante. Em deferência aos que atenciosamente me escreveram relatando esta outra versão dos acontecimentos, registro a informação aqui na postagem.


As plantas têm ótimo crescimento vegetativo, belas flores, além de perfume forte e marcante; caracterizando o lote obtido como todo e excepcionalmente bom. Há multiplicidade de ótimos clones, são um melhor que o outro, em sucessão. Das duas genitoras tetraplóides, talvez esse detalhe tenha feito a grande diferença, foi obtido inicialmente um lote com cerca de 16 mil seedlings , apresentaram grande variabilidade de cor e tamanho. Florescem 2-3 vezes por ano, as flores duram normalmente 30 dias, mas às vezes, podem durar três vezes mais. Esse cruzamento marcou a orquidofília, foi um marco na evolução dessa corrente de hibridização. O criador desse híbrido já iniciou um novo processo de cruzamentos, prometendo melhorar ainda mais as próximas progênies.

Os melhores exemplares foram todos batizados com nomes de constelações. Também a meristemagem desses indivíduos notáveis está sendo providenciada. Abaixo dois dos clones já premiados pela American Orchid's Society.

 Criador e criaturas...lindas criaturas !
Qualidade e estética incontestáveis !

Clone "Hércules"

Clone "Gemmini"

Acima está disposto um grupo de híbridos comuns e já ultrapassados de cattleyas do tipo "com pintas", a comparação visual evidencia a qualidade da Rlc. Durigan. Os critérios técnicos foram muito aprimorados pela conjunção genética resultante desse cruzamento, uma grata surpresa num corrente de hibridações onde sempre houve muita cor e textura, perfumes; também pouca forma e armação. Nesse segmento das cattleyas híbridas pintalgadas, temos agora esse marco de perfeição estética, este surpreendentemente agregou o melhor das espécies brasileiras desse grupo de bifoliadas.

Aprecio fortemente as espécies de Cattleyas bifoliadas e também os seus híbridos, gosto muito do modo vegetativo dessas e também de suas flores bem mais coloridas, cerosas e perfumadas, além de mais numerosa e de menor porte. São características que conferem uma elegância peculiar, e que me agrada mais que as grandes flores do tipo híbrido unifoliado.. O exemplar de Rlc. Durigan acima, de grande afinidade com  a nobreza do clone " Hércules ", apresenta uma beleza que me sensibiliza, até por ser ainda algo natural. e não tão completamente perfeita diante dos cânones técnico. Além do que se vê, também exala forte e impressionante perfume, característica que muito me atrai, carrega detalhes harmônicos e de grande delicadeza, uma das mais belas orquídeas que já vi, se desenhada  fosse por um artista de muito bom gosto, talvez não tão bela seria.





Principais espécies brasileiras progenitoras
nessa corrente de hibridação:





C acklandie - BA : cores, contrastes e perfume muito fortes.




C. schilleriana - ES e BA: muito perfumada, textura e tamanho de
labelo acima da média.





Cattleya granulosa - RN, PE, BA e ES : flor muito cerosa e
 de melhor armação em relação às outras congêneres.





Cattleya guttata - de Itajaí-SC até as serras de PE: multiflora,
perfumada, robusta e de fácil cultivo.






Cattleya amethystoglossa - BA : apresenta ótima forma técnica,
tamanho e número de flores por haste.





Cattleya granulosa var. schoelfeldiana - ES e BA :
espécie de maior porte floral entre as bifoliadas
apresenta  perfume e impacto visual  notáveis.




As espécies de Cattleya na origem desse tipo de híbrido, são de ocorrência principalmente baiano-capixaba. Alguns híbridos naturais, também conterrâneos dessas mesmas espécies, foram as primeiras visões das futuras possibilidades de cruzamentos entre "pintalgadas". Uma melhor forma técnica das flores dessa categoria de híbridos, foi conseguida através de cruzamentos artificiais com a C. loddigesii, inicialmente resultando na clássica e bem conhecida C. Brabantiae. Também os cruzamentos com a C. amethystoglossa conferiram significativas melhoras técnicas na forma das flores, sendo este o ponto fraco dessa variante de híbridos.


Cattleya loddigesii - SP, MG, RJ e ES : a espécie
confere muito boa forma ao seus híbridos.






Híbridos Naturais desse 
grupo de espécies brasileiras:




(Cattleya acklandiae x C. amethysthoglossa) = C. x Little Leopard Irwine-BA


(Cattleya guttata x C. schilleriana) = C. x resplendens Peters-BA

(Cattleya granulosa x C. schilleriana) = C. x kerchoveana Peters-ES






Híbridos primários 
artificiais históricos:





(Cattleya acklandiae x C. loddigesii ) = C. Brabantiae- Veitch 1863 . Nesse híbrido antigo, em alguns clones mais que em outros, as pétalas já se tornaram significativamente mais largas.



( Cattleya acklandiae x C. granulosa ) = C. Memória Bleui- Bleu 1900

( Cattleya acklandiae x C. schilleriana ) = C. Peckhaviensis- Marriott 1910






Genealogia de
 Rlc. Durigan:




O híbrido em questão é composto preponderantemente por uma mistura de Cattleyas, as espécies principais que lhe deram origem, já estão acima dispostas, são todas brasileiras e bifoliadas. Faltou apenas acrescentar ao já dito, a importante contribuição estética do aquinado da C. intermedia forma "Aquini", via C. Penny Kuroda. A característica trilabelar do aquinado desapareceu, mas deixou vestígios na elegante distribuição das pintas preferencialmente mais próximas ao ápice e aos bordos das pétalas, ficando o centro longitudinal do segmento floral sem pintas, reparem nas fotos. Registre-se também uma residual influência da C. forbesii, está sempre confere muito vigor de crescimento e floração aos seus híbridos; é uma interessante mistura de espécies esta que se configurou na Rlc Durigan.


Cattleya intermedia - forma aquinii.


A Rlc. Peach Cobbler, é a única dos avós progenitores a não ser uma Cattleya pura. O gênero Rhyncholaelia ( são as ex-Brassavola mexicanas de folhas não-teretiformes - B. digbyana e glauca) e a antiga seção brasileira de Laelia, presentes no nome do híbrido, são de fato muito retroativos na genealogia de Rlc. Peach Cobbler, repondendo por menos de 10% do efeito genético final nesse híbrido. Logo, em Rlc. Duringan, esse mesmo efeito é ainda muito mais residual, temos então, e de fato, um híbrido que exala uma beleza pura de Cattleya bifoliada ! O que lhe confere grande elegância, singularidade e atratividade, parecendo de pronto muito natural e agradável, diferente dos híbridos "repolhudos" com jeito de flor de floricultura que nosso olhar, cansado de tanto vê-las, já banalizou.

B. digbyana

Após a recente transferência de toda a seção de espécies brasileiras de Laelia para o gênero Cattleya, pela nova taxonomia, o híbrido em foco seria uma Rhynchocattleya ( " cattleya de bico ") , nome sofrível para uma planta tão bonita. Os criadores do híbrido, cotidianamente no atendimento ao público do Orq. Durigan, chamam-na de "a blc" ( blc = brassoleliocattleya). O nome original Blc Durigan era bem melhor e deixa saudades em todos ! Usamos aqui, visando a identificação e a busca na internet, o nome mais próximo desse, onde apenas o Brasso de Brassavola , tinha sido trocado pelo Rhyncho de Ryncholaelia, resultando numa RLC - Rhyncholaeliocattleya. Nomes e mais nomes dificultando cada vez mais a comunicação orquidológica e orquidófila !

Rhyncholaeliocattleya Durigan - 2005

Rlc. Waianae Leopard X Cattleya Corcovado

(Rlc Peach Cobbler x Cat. Penny Kuroda) X (Cat. Brabantiae x C. Pão de Açúcar)




Genealogia da planta mãe:


Rhyncholaeliocattleya Peach Cobbler

X

Cattleya Penny Kuroda

=

Rlc.Waianae Leopard





Genealogia da planta pai:



Cattleya Brabantiae


X

Cattleya Pão de Açúcar


=


Cattleya Corcovado




Imagens da Rlc. Durigan em cultivo e exposição
Orquidário Durigan em Sta. Felicidade - Curitiba:



A próxima sequência de fotos mostrará a ambientação onde o lote de Rlc Durigan é mantido, a alta qualidade do cultivo fica evidenciada.






Obteve-se uma população de orquídeas 
híbridas de impressionante beleza.
 

Os olhos não se cansam de ver as incríveis
 variações deste híbrido sem igual.






2 comentários:

  1. lindas fotos!
    Estas orquídeas são demais. Parabéns pelo bom gosto. Adorei o artigo.

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  2. Prezados Senhores, este artigo foi o mais esclarecedor de todos que já li! Parabéns pelas informações precisas e pelas lindas fotos!
    Vasco

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